quinta-feira, 23 de junho de 2011

Entre as coisas mais românticas que já conheci!!!

Depois de alguns dias sem inspiração, preguiça mental e física, resolvi sair da minha bolha e botar a boca no blog! E como prometi falar dos cadeados apaixonados, honro neste momento minha promessa!!
Logo que cheguei em Reggio Calabria, fui dar uma volta na Via Marina, maravilhosa! Chegando ao centro de tudo, há um pórtico de frente ao mar, ladeado por correntes, apinhadas de cadeados. Fui em busca de uma explicação pra isso e descobri um filme romântico chamado “Tre metri sopra Il cielo”, de Federico Moccia, que foi rodado em Roma. Nesse filme, um casal escreve seus nomes num cadeado, o prendem na ponte e atiram a chave no Rio Tevere, com a intenção de transformar seu amor em amor eterno. De lá pra cá foi uma explosão dos famosos “lucchetti d’amore”. Em todos os lugares que fui, nos pontos mais famosos, os encontrei. Como já diria Maria Joaquina, do Carrossel: “Ai, ai, isso é tão romântico...” Fiquem com algumas fotos e inspirem-se!!








quinta-feira, 9 de junho de 2011

A princesinha e a rainha do mar

Fiquei com saudades do meu país tropical e acordei a cantarolando “Copacabana, princesinha do mar...” De súbito lembrei da primeira vez que fui ao Rio de Janeiro. Primeira e única, há exatamente um ano atrás.
Engraçado como todo o mundo sonha em um dia ir ao Brasil e pensam que o Brasil é só o Rio, ou São Paulo. Talvez por isso essa má impressão do nosso país.
Não que sejam lugares feios, longe disso, Rio e São Paulo são lindos. Mas, como se fala tanto da “cidade maravilhosa, cheia de encantos mil”, cheguei ao Rio esperando ver uma das cidades mais lindas da minha vida.
Desembarquei no aeroporto, peguei uma van e quando desci, na frente do hotel, em Copacabana, olhei para o meu ex-namorado e disse, decepcionada: Copacabana é isso, mesmo? Menor que Balneário?? Copacabana é bonita sim, pela beleza natural, ao seu redor, ou quase natural, com seu calçadão ondulado, fechado para pedestres em feriados e domingos, ciclovia, avenida imensa, tudo por conta do aterro que sofreu, para que não fosse invadida pelas águas. E lógico, pelo seu Copacabana Palace, que é único.
Mas eu, catarinense de coração, frequentadora de Balneário Camboriú desde sempre, tenho que concordar com meu cantor favorito, Caetano Veloso, que Copacabana é a princesinha do mar.
Se neste momento me pedissem para coroar a rainha do mar, meus queridos cariocas da gema que me perdoem, mas: “...the crown goes to... Balneário Camboriú!!”
Balneário, que não tem toda a fama, nem toda avenida, nem toda a violência e prostituição escancarada que Copacabana tem. Balneário, que tem muito ainda a receber de seus governantes, como um saneamento decente, um aterro em toda praia e uma avenida tão linda quanto à da princesinha. Mas estamos no caminho.
À minha “Rainha do Mar”: Balneário Camboriú- SC- Brasil.


terça-feira, 7 de junho de 2011

Entre as coisas mais assustadoras que eu já conheci - Parte I

Passadas, eu e a Sandra ficamos, quando desembarcamos na Estação Central de Palermo- Sicília.
Chegamos sem eira nem beira, sem hotel para ficar, com fome, então paramos na sala de Informações Turísticas. Um senhor gordinho, sentado em sua cadeira, gentilmente nos indicou um local para ficarmos,  chamado "Hotel Oriental", que segundo ele era "estranho por fora" mas organizado, limpinho e seguuuuuro por dentro (Ele deu essa entonação fantasmagórica mesmo!). Pedi que explicasse onde ficava. Ele pegou um caneta e um pedaço de papel e nesse momento meus olhos desceram para suas mãos que desenhavam a rota e o que eu vi me deixou confusa. Ele tinha unhas longas, arredondadas, bem feitas, com verniz e tudo o mais. Consigo me lembrar que lentamente fui subindo o olhar, tentando ouvir a explicação - do hotel estranho por fora e bonito por dentro – e no meio do caminho um par de peitos grandes, voltei a descer o olhar pra me certificar se eram peitos de silicone, ou se eram grandes por ele ser gordinho. Sim, ele era gordinho. Olhei no rosto e não pude mais saber se era um senhor ou uma senhora e a explicação com uma voz de titia e os meus pensamentos começaram a se fundir e eu já não entendia mais nada. Foi quando, ao lado dos grandes peitos, vi um crachá com uma foto do seu rosto de sobrancelhas feitas, brilho labial e cabelos grisalhos e semi-longos que dizia: GIUSEPPE. Ele era ele! Saindo da estação, vimos uma cidade antiqüíssima, entramos numa rua cheia de vendedores indianos ambulantes e quando chegamos ao hotel estranho, abriu-se um portão de ferro de uns 5 metros de altura. Lá dentro uma estrutura de um castelo do século VII (isso mesmo, sete- anos 600) que já havia pertencido a um príncipe. Sem restauro, horripilante e fantasmagórico. Pensei seriamente em sair correndo daí, temendo ter caído numa teia de tráfico de órgãos, que começava pela porta de entrada de turistas desavisados (a estação central, com o senhor estranho) e terminava no castelo medieval (com a senhorinha pura, baixinha, magrinha, loirinha, com seus velhos pais dormindo sentados ao sofá da recepção) onde você dormiria tranquilamente e acordaria sem seus rins. Lembrei-me no momento em que subia as escadas macabras e desgastadas pelos séculos, do filme “O Albergue”. Caguei-me! Sandra estava exultante com a  arquitetura e quis ficar. Os quartos eram restaurados, novos e limpinhos (Ponto pro Giuseppe). Liguei a internet, me despedi da minha irmã, dizendo: “Foi bom ter sido sua irmã!” e no outro dia eu acordei. Olhei para o lençol branco e... estava branco! Olhei ao redor e não vi nenhuma banheira de gelo com a Sandra dentro e nem um bilhete escrito “Ligue para a emergência em 30 minutos que roubei seus rins”. Pegamos um ônibus e fomos direto à Catacumba dei Capuccini, ver um monte de mortos embalsamados para comemorarmos nossa sobrevivência!!! Palermo é uma cidade docemente macabra! Mas é incrível e diferentemente linda!! Recomendo a todos que adoram filmes de terror! Fiquem no Hotel Oriental e conheçam o Sr. Giuseppe!!! Lendas vivas de Palermo! Foto dele não pude fazer, mas do Castelo eu fiz!! Entrem agora no meu facebook e vejas as fotos das Catacumbas com ideias interessantes de como morrer!





terça-feira, 24 de maio de 2011

Coisas belas e sujas

Não fique com ciúmes meu Brasil lindo, falo muito da Itália, porque estou aqui neste momento, mas eu prefiro muito mais você, ok? Só pra constar!!
"Sou a favor de aproveitar ao máximo cada momento e destrinchar e saborear cada detalhe dos lugares que não conheço, cada cor, cada pessoa, cada palavra nova, cada objeto, por mais insignificante que pareça, cada detalhe desses, recebo com uma alegria indescritível, algo como uma criança descobrindo o universo da sua casa. Dá vontade de levar um pouco de cada coisa pra casa. Ou de ficar mais e mais até que se esgotem todas as possibilidades de descobrir coisas novas." E uma das coisas que adorei foram as pichações italianas! Românticos até o último fio de cabelo ou de pelo do corpo. Não querem nem saber se é obra de arte, mármore, muro velho, casa da nonna, vão lá e picham (essa é a parte suja) mas picham por uma boa causa, o amor (essa é a parte bela)! E como já diria Djavan, se é por amor Deus perdoa! Então vamos pichaaaaar!!! Saí com minha máquina em punho e não precisei ir muito longe pra achar as declarações de amor mais inflamadas e quentes da Calabria. Não é por nada que a novela Passione, que falava da família do Toto, da Toscana,  se chamou "Passione". E não acaba por aí, o próximo post vai ser dos cadeados apassionati!!! Hoje fiquem com os grafittis! Se não entenderem joguem no google tradutor :o)














sábado, 21 de maio de 2011

Entre os lugares mais lindos que já vi - Parte III

Allora, cosa facciamo? Andiamo a Scilla!!!
Pra quem está em Reggio Calabria, Scilla é uma opção deliciosa e facílima. É só pegar o trem na Estação Central, ou Lido e em 20 minutos você chega em um dos pontos mais bonitos dessa região.
Scilla tem três visuais incríveis:
O primeiro, ao sair do trem se desce uma ruazinha e se depara com um mar Tirreno de um azul profundo, que eu já comentei no post de Tropea, anteriormente. À esquerda a ponta da Sicilia, fitando Scilla constantemente e à direita um tunel, sob uma montanha rochosa coroada com um castelo, ao cantinho da cabeça.
O segundo, depois de atravessar o tunel de Scilla, uma viela com construções que datam de séculos, escolhida como um dos borgos mais lindos da Itália, segundo um instituto de pesquisas italiano. Restaurantes de decks de madeira sobre o mar deixam ainda mais charmosa a rua em tons de antiquário, com os sabores dos queijos, massas, sorvetes e outras delícias italianas. Um tocador de gaita nesse momento cairia perfeitamente...
E o terceiro visual vem lá de cima do Castello Ruffo, que é a vista aérea do local. O Castelo não tem muito a oferecer, a não ser a sua arquitetura restaurada, mas mal sinalizado e sem plaquihas explicativas, nem guias. Não gostei, mas os pouco minutos alí em cima, olhando através do pequenos buracos nos muros e de uma "varanda" bem no penhasco, há mais de 60 metros de altura, caindo diretamente no azul turquesa do mar de Scilla, valeram a pena pela vista deslumbrante. De tirar o fôlego e amolecer as pernas. Eu não queria mais sair de lá, mas tive que dar espaço para os outros turistas (chatos!!! kkkkkk...)
Pra finalizar, um cafezinho com essa vista aqui de baixo, ou um sorvete cremoso! Voltamos à estação, casa, banho e cama, porque não é fácil essa vida de mochileira. No final o que nos resta são as recordações, boas fotos e um par de pernas torneadas de subir e descer ladeira!!
Preparados pra mais um destino fantástico do sul da Itália? Vou procurar nos meus arquivos e em breve compartilho com vocês!! Arrivederci!





quinta-feira, 19 de maio de 2011

Entre os lugares mais lindos que já vi - Parte II

Acordamos dois dias conscutivos eufóricas, esperando pelo dia perfeito para irmos à Tropea, eu e Sandra, minha ex-sogreta bacana. Dois dias consecutivos de chuva torrencial pela manhã e sol a tarde... No terceiro dia o São Pedro de Reggio Calabria já estava manjado! Penduramos as mochilas nas costas, fitamos os olhos nublados do santinho, demos uma piscadinha pra ele e voilá!!! Enfim partimos para o meu destino mais esperado, Tropea!!! Que lugar... Impressionante, indescritível. Um lugar que, segundo um dos habitantes do local, foi escolhido no ano passado, por uma revista inglesa, como a segunda praia mais linda do mundo. Se é verdade eu não sei, mas é maravilhosa e vale cada segundo que se está por lá. Beleza natural, beleza arquitetônica, beleza histórica, beleza de hotel, beleza de povo receptivo! Foi tudo belo, bello!!! Belissimo!! Tropea, sul da Itália! Curtam as fotinhos!!! Amanhã tem mais!!






quarta-feira, 18 de maio de 2011

Entre os lugares mais lindos que já vi!

Aos amantes da antiga saga “O Poderoso Chefão”, que pensam que o sul da Itália é feio, pobre, dominado pelo medo da máfia, com pessoas rudes e perigosas, preparem-se para os próximos capítulos de “Entre as coisas mais lindas que eu conheci”.
Fazendo uma preparação para adentrar em terras italianas sulinas, resolvi seguir o conselho de uma blumenauense, casada com um napolitano, e assisti ao filme “Benvenuti al Sud”. Assisti uma vez antes de vir, outra no trem, outra em Palizzi e outra vez em Reggio. E já estou com vontade de ver novamente. É uma comédia deliciosa que descreve perfeitamente o povo do sul, sua forma acolhedora de receber as pessoas, seu litoral de belezas inacreditáveis, banhado pelos mares Jônico e Tirreno, de uma água azul turquesa de cair o queixo e de como o resto da Itália tem preconceito contra os “terroni” – denominação que usam para descrever os italianos do sul, como se fossem os nossos “colonos”, ou da terra. Em contrapartida os sulinos chamam o povo do norte de “polentoni” por serem os famosos comedores de polenta.
Para desmistificar essa história de que a Itália só é boa para o turismo lá para o Norte (Milão, Veneza, Florença, Roma, Toscana e outros pontos conhecidos) vou começar postando cinco fotos de Taormina, uma pérola da Sicilia, que visitei este ano.
Taormina é um lugar incrível, cravada numa montanha, com uma ruazinha encantadora, com um mix de lojas de marcas mundialmente renomadas e outras de souvenirs, com igrejas de vários séculos de idade, vielas, becos estreitinhos e até mesmo uma “scala d’amore” a escada do amor. Chegando ao fim da caminhada, uma vista deslumbrante: de um lado o imenso vulcão Etna com uma cobertura de gelo no topo, do outro lado uma igreja no topo da montanha e do outro o mar de um azul profundo e tão transparente que se vê o fundo. E claro, como não poderia faltar, preso no portão de ferro, mais um dos famosos cadeados de algum casal apaixonado!
Por hoje fiquem com Taormina, Sicilia. Amanhã tem mais! Arrivederci!!!